Resenha do livro: O ano em que disse SIM - Shonda Rhimes

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Pense numa garota que ficou meses atras de um livro, indo a cada fim de semana na livraria saber se chegou, procurando em sites, nas feiras e sempre: indisponível. 
Mas, por algum milagre, meu santo Danilão (meu noivo) encontrou o livro e me presenteou com ele no dia dos namorados, com a seguinte ordem: Você vai ler esse livro e dizer "SIM" para escrever o seu - ele é mandão ele -


Pois bem, li o livro em poucas semanas, e teria lido em poucos dias, mas estava no fim de semestre então não foi possível. O livro é escrito por ela mesmo, a criadora das séries mais fantásticas dos últimos tempos, dona da porra toda, Shonda Rhimes e quando soube que essa mulher tinha um livro publicado, precisava tê-lo em mãos. E assim como nas séries em que Shonda dirige, no livro ela também não nos decepciona.





Titulo: O ano em que disse sim - Como Dançar, Ficar ao Sol e Ser Sua Própria Pessoa 
Autora: Shonda Rhimes
Ano: 2016
Páginas: 254 


Ela conta a principio um pouco sobre sua personalidade, desde a infância Shonda era uma criança muito introvertida, vivia num mundo único, acompanhada da sua imaginação fértil, Shonda não gostava de se socializar, passava horas brincando na despensa da sua casa e fazia os enlatados do armário como se fossem pessoas, personagens de suas histórias.
Quando cresce, a coisa não muda, ela continua sendo uma mulher adulta introvertida, quieta, com voz baixa, que prefere passar despercebida nas situações. Não dá pra imaginar né? Shonda Rhimes, criadora das séries mais poderosas da atualidade, como alguém quieto, envergonhado e tímido. 

Tudo muda quando sua irmã mais velha, Delorse, numa manhã de ação de graças dispara à Shonda durante uma conversa: Você nunca diz "sim" para nada. Acredito que naquele momento Shonda teve um insight e todo um filme passou pela sua cabeça, as brincadeiras na despensa, os convites não aceitos, os discursos não falados, Shonda percebeu que sua irmã tinha razão, ela nunca aceitava viver as coisas, ela sempre dizia não, ela tinha medo de viver! A partir dai, ela começa a viver o seu "ano do sim", um ano onde ela faz um pacto consiga mesma, diria sim para tudo, mesmo com medo, mesmo gaguejando, mesmo pensando que iria morrer, ela diria SIM. 




Shonda, a cada capitulo, comenta sobre os "Sins" que foi dizendo, sim a cuidar do seu corpo, sim a conhecer pessoas, sim a dizer o que sentia, sim a ter conversas difíceis, sim a cortar da sua vida quem lhe fazia mal. Ela vai nos dizendo passo a passo, como foi indagar cada "SIM", como foi para ela, uma mulher tímida e antissocial, conceder sua primeira entrevista ao vivo, fazer um discurso perante 40 mil pessoas, decidir não descontar mais seu estresse na comida, ela vai nos contando com todo seu humor irreverente, como aquela frase dita pela sua irmã, sem proposito algum mudou  sua vida.


Shonda usa inúmeras analogias - bate aqui amiga, amo analogias - para falar sobre a vida, ela diz que escrever roteiros pra TV é como colocar trens nos trilhos, ela precisa ouvir o barulho do motor funcionando, é só montar os trilhos, ela consegue se pensar dessa forma. Ela comenta sobre alguns personagens de suas séries, fala sobre a importância que Cristina Yang teve em sua vida, segunda ela, Cristina a tornou corajosa. Ela fala sobre a sua "Equipe Duroneza" as pessoas por quem ela morreria, as pessoas que fazem a vida dela ter sentido. 

Fala sobre a Pose da Mulher Maravilha - Shonda é apaixonada pela MM - e como nós podemos encontrar forças para batalhas mais difíceis dentro de nós, a força não vem de fora, a força vai de dentro pra fora. Ela conta as dificuldades que enfrentou por ser uma mulher e ser negra e ter nas mãos duas séries para comandar, ela diz que todos esperavam que ela fosse falhar, todos a olhavam atentos esperando a primeira queda. Feminista, mãe solo, negra, militante pelas minorias, a caçula de seis irmãos, com uma mente incomparável, Shonda, nesse livro, abre caminhos e coloca os trens nos trilhos. 



Não quero dizer mais detalhes, pois tenho medo que Shonda leia esse post fique com raiva dos spoilers e queira me matar, como diz minha amiga Raquel, essa mulher é boa nisso HAHAHA, mas digo com toda certeza, o livro te trará experiências incríveis. As vezes nós nos fechamos tanto para as coisas, por pensar que assim estamos nos protegendo de sabe se lá o que e esquecemos que dessa forma, não estamos nos afastando apenas de um possível sofrimento, mas também de uma possível felicidade, quando dizemos "não" pra algo, estamos dizendo "não" pra tudo! 



Terminei o livro ontem e comecei ontem mesmo o meu ano do sim, até agora já dei dois passos, o primeiro foi aceitar o convite de um grande amigo para ir numa balada, coisa que eu nunca faço, o segundo foi - para alegria de Danilo - escrever o meu primeiro texto para um possível livro, que será publicado algum dia, são dois "sins" importantes para mim. Esse livro me deu a sensação de que quando nos abrimos para viver, o universo entrega á nós momentos mágicos, e nós merecemos esses momentos. O desconhecido pode causar alguma estranheza logo de cara, mas se irmos apenas por caminhos familiares, que surpresas podemos ter não é mesmo?

Bom, espero que tenham gostado da resenha, não sou muito boa nisso, perdoem e não desistam de mim. Mas indico com todo amor no meu coração, assim como Greys Anatomy, o livro é sensacional, me deu inspiração para escrever sobre diversos temas e me fez enxergar muitos momentos da minha vida em que sofri sozinha, em que me isolei e deixei fazerem o pior para, quando poderia ter usado a minha voz e me posicionado sobre as situações.

SHONDA TÚ É DESTRUIDORA MESMO HEIN VIADO!




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